Autarquia baionense e CPCJ unem-se contra os maus tratos na infância

O mês de abril é assinalado como o Mês Internacional da Prevenção dos Maus Tratos na Infância. A Câmara Municipal de Baião e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ) abordam esta questão com uma campanha sob o lema “Serei o que me deres…Que seja amor”.

São objetivos da iniciativa despertar a consciência de todos os cidadãos para o seu papel na prevenção dos maus-tratos infantis e juvenis, promover a prática de uma parentalidade positiva nas famílias, sem recurso à violência física ou verbal, e consciencializar Crianças e Jovens para os seus Direitos e Deveres.

Assim, a instituição propôs aos Jardins de Infância, Escolas, e IPSS’S do concelho a construção de um laço azul em 3D, de acordo com a imaginação de cada um, utilizando os mais diversos materiais, como forma de consciencializar para a problemática. No dia 29 de março foram colocados os trabalhos alusivos à temática em edifícios públicos e privados.

Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, acompanhado por Henrique Ribeiro, vereador do urbanismo e por técnicos da CPCJ, assinalou o arranque da iniciativa juntando-se aos autores dos diversos laços ajudando na sua colocação.

A Associação Empresarial de Baião, que também se associa à iniciativa, fez chegar aos seus associados o pedido para que usem o Laço Azul de Lapela e vistam as suas montras de azul durante abril.

Foi pedido, ainda, às escolas que cada aluno colocasse um laço azul nos gradeamentos públicos.

Para terminar o mês da prevenção, no dia 30 de abril, será realizado um Laço Humano Azul, na Praça do Município, com lançamento de balões.

Esta campanha – Campanha do Laço Azul, iniciou-se em 1989, na Virgínia, E. U. A., quando uma avó, Bonnie W. Finney, colocou uma fita azul na antena do seu carro para revelar, aos curiosos que a questionavam, a trágica história dos maus-tratos à sua neta, a qual já perdera um irmão, também ele vítima de maus-tratos. Bonnie optou pela cor AZUL uma vez que não queria esquecer os corpos batidos e cheios de nódoas negras dos seus dois netos. A história de Bonnie demonstra como o efeito da preocupação de um único cidadão pode ter na consciencialização da comunidade em geral, relativamente aos maus-tratos contra as crianças.